
Em seu debut na direção, a atriz espanhola María Valverde acompanha Jennifer, Gabriel e José, três músicos surdos venezuelanos que se lançam no desafio de encenar, pela primeira vez em língua de sinais, a ópera Fidelio, de Beethoven, sob a batuta de Gustavo Dudamel com o programa de educação especial Coro de las Manos Blancas. Entre ensaios e apresentações em Caracas e Los Angeles, o filme revela como esses artistas vivem e sentem a música através do corpo, da vibração e da comunidade.
Ao acompanhar o processo criativo e a vida dos protagonistas fora do palco, a diretora constrói um retrato sensível que transita entre emoção e delicadeza, buscando ampliar o sentido do que significa ouvir — e sentir — a música.