
A eclosão da guerra na Síria, em 2011, impediu o clarinetista Kinan Azmeh de retornar para casa, dando início a uma jornada íntima sobre o poder transformador da arte. Sua música – entre o clássico, o jazz e a world music – atravessa as camadas da identidade no exílio e se entrelaça com marcos pessoais, como a paternidade. Ao lado de outros artistas deslocados, ele reconstrói em som a memória de um país fragmentado, em uma ode delicada às perdas e à permanência do afeto.
Half Moon é a terceira peça da tetralogia de Scheffer sobre o desaparecimento das tradições culturais e se sustenta pela força de cada história individual e pelos momentos musicais que a atravessam.