
Em sua estreia na direção, C. Tangana — aqui creditado como Antón Álvarez — constrói um retrato íntimo do guitarrista Yerai Cortés, entrelaçando música e tensões familiares. A partir de um segredo que atravessa gerações, o filme mergulha em um universo marcado por afetos intensos, amores conturbados e pela presença da cultura cigana, revelando uma trajetória onde talento e destino parecem caminhar lado a lado.
Entre performances que transitam do flamenco mais tradicional a abordagens contemporâneas, o documentário se desenha como um processo catártico, conduzido com segurança por um diretor estreante que transforma fascínio em linguagem. Um relato sensível sobre herança, identidade e criação.
Vencedor do Goya 2025 de Melhor Documentário.